Este blog pretende ser uma compilação de textos, vídeos, livros, dinâmicas de grupo, exercícios psicomotores e outros... que ajudem ou estejam relacionados com a educação/alfabetização e, na sua maioria, são retirados da Internet, assim como a maioria das fotos. Alguns já não os encontro no local, pelo que não têm referida a autoria mas a todos agradeço. (Há alguns títulos que são ligações a vídeos ou livros.)
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Projetos e nova sala para o IILP - Instituto Internacional da Língua Portuguesa
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Encerrou-se na sexta -feira, dia 28 de setembro de 2012 a I Reunião Técnica para a Elaboração do Portal do Professor, uma plataforma multilateral que irá disponibilizar materiais e recursos didáticos para o ensino de PLE (Português como Língua Estrangeira) e PL2 (Português como Língua Segunda), conforme previsto no Plano de Ação de Brasília e que dará apoio aos docentes da língua portuguesa de todo o mundo.
A Reunião Técnica, que ocorreu nos dias 27 e 28, foi precedida de uma reunião preparatória, de 24 a 26 do mesmo mês, e que mobilizou a Equipe Assessora Central do Projeto, composta das Professoras Doutoras Edleise Mendes (UFBA), Maria José Grosso (UL), Matilde Scaramucci (Unicamp), Marisa Mendonça (UP) e Viviane Baggio (UEL). A reunião preparatória preparou as minutas do Manual de Procedimentos do Portal, bem como do Cronograma de Ação até a finalização do projeto, em setembro de 2013.
O evento foi finalizado no auditório do Palácio Penafiel com a apresentação dos resultados da reunião e, paralelamente, o lançamento do Manual Técnico para a Constituição dos Corpora dos Vocabulários Ortográficos Nacionais (VON) doProjeto VOC – Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa apresentado pela Equipe Central do VOC, Professores Margarita Correia e José Pedro Ferreira, ambos do ILTEC.
No mesmo dia, foi inaugurada a sala do IILP no Palácio Penafiel. Segundo Gilvan Müller de Oliveira, Diretor do IILP, existe a proposta de um escritório no Brasil e outro em Timor-Leste, o que certamente propiciará uma interatividade maior e uma verdadeira internacionalização do Instituto.
Na ocasião, o Diretor do IILP falou sobre as dificuldades financeiras que o Instituto vem atravessando, “já que este ano apenas dois dos oito países membros depositaram as suas contribuições obrigatórias”, disse ele. Ainda, acrescentou que o Instituto tem realizado “convênios de cooperação técnica com entidades que, embora possam também não ter recursos líquidos, têm um capital humano extraordinário no campo da lusofonia”.
Ver Blog do IILP aqui.
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Língua Portuguesa,
Maria José Grosso
sábado, 19 de maio de 2012
“Língua Portuguesa e Integração” - Actas do seminário
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Comunicações do Seminário (2007)
Ver Observatório da Imigração aqui
1. Introdução
Maria Helena Ançã e Teresa Ferreira, Universidade de Aveiro
2. Migrações internacionais: Portugal como destino
Jorge Carvalho Arroteia, Universidade de Aveiro
3. As competências do Utilizador elementar no contexto de acolhimento
Maria José Grosso, Universidade de Lisboa
4. Simpósio
Integrar em Língua Portuguesa: considerações finais do Projecto Aproximações
Ana Luísa Oliveira, Rosa Maria Faneca, Teresa Ferreira
Universidade de Aveiro
5. Língua e Sociedade: o que nos pode revelar a Língua Materna?
Zilda Paiva, Universidade de Aveiro e Universidade Federal do Pará – Castanhal (Brasil)
6. Testemunhos
A integração na primeira pessoa – testemunho de uma aprendente ucraniana, por Vilena YehorovaDa China a Portugal – aproximação à Língua Portuguesa de uma aluna chinesa, por Ran Mai, Universidade de Aveiro
7. Comunicação intercultural e aquisição/aprendizagem do Português: o exemplo dos imigrantes ucranianos
Iana Vladímirovna Pliássova, Coordenação do Ensino Português (Londres/Reino Unido)
8. Concepções de Linguagem e Políticas Lingüístico-Culturais: aproximações e/ou afastamentos na Educação Lingüística
Maria do Socorro Pessoa, Universidade Federal de Rondônia – Rondônia (Brasil)
9. “Língua Portuguesa e Integração”: Convergências
Elisabete Afonso, E. S. Dr. Jaime Magalhães Lima (Aveiro)
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Maria José Grosso
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Maria José Grosso

As competências do Utilizador elementar no contexto de acolhimento
Os actos de comunicação realizados nos sectores sociais seleccionados não são meramente instrumentais, mas antes actos que favorecem o desenvolvimento de estratégias cognitivas e o desenvolvimento de uma proficiência em língua: “muitas interacções e actividades linguísticas reflectem mais o funcionamento social normal de um grupo do que as ligações com tarefas profissionais ou de aprendizagem” (Conselho da Europa, 2001: 76). Só perante a interacção social o falante não nativo é capaz de se situar na aprendizagem e compreender que tipo de mediação deve estabelecer com o Outro.
Tratando-se de um público-adulto, recém-imerso numa realidade linguístico-cultural não vivenciada, há uma certa propensão lógica de se referenciarem como prioritários os domínios como o público/transaccional, o profissional, o privado (referindo-se este último às relações que se estabelecem entre indivíduos com ligações de vária ordem, por exemplo, com amigos, vizinhos, conhecidos ou familiares por afinidade, em diferentes acontecimentos...)4; a selecção destes domínios e respectivas situações de comunicação têm uma ocorrência significativa nos trabalhos de ensino-aprendizagem de línguas; veja-se, por exemplo, no QECR:
“Posso prever os domínios nos quais os meus aprendentes vão operar e as situações com as quais terão de lidar? Se sim, que papéis terão de desempenhar?” (Conselho da Europa, 2001: 74)
O número de domínios e respectivas interacções não constitui uma escolha pacífica, surgindo algumas vezes conflitos de interesses entre o que é ensinado, o que se quer aprender e o que seria desejável que se aprendesse da língua5. No contexto de imersão, e tendo em vista a integração, contrariamente ao que se passa em contextos afastados da língua-alvo, em que raramente há finalidades imediatas de comunicação, a selecção dos domínios bem como a análise de necessidades comunicativas é prioritária.
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terça-feira, 10 de maio de 2011
Webinar - conferências em linha (online)

Apresentação
A Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC) tem em curso a iniciativa denominada Webinar. Caracteriza-se pela realização de conferências em linha (online) dirigidas à comunidade escolar, cobrindo diversas temáticas relacionadas com a sua missão.
As sessões “Webinar” têm uma periodicidade semanal, todas as quartas-feiras às 16:30 horas, com uma duração de 40 minutos e com a possibilidade dos espectadores interagirem com o orador através de perguntas via e-mail (webinar@dgidc.min-edu.pt) durante o seu decurso, sendo no final da comunicação respondidas por este.
A iniciativa conta com a presença de especialistas em áreas temáticas de manifesto interesse para as escolas, assim como de professores que darão o seu testemunho relativamente a experiências inovadoras que têm vindo a pôr em marcha nas respectivas comunidades educativas. Espera-se que estes materiais se constituam em instrumentos facilitadores e potenciadores da acção dos docentes dos diferentes níveis de educação e ensino.
(...)Ver aqui.
Próxima transmissão
QUAREPE - Quadro de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro | Maria José Grosso | 2011.05.11 - 14:30 | Ver aqui às 14:30
ou aqui depois desse horário.
O Quadro de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro (QuaREPE) é constituído por duas partes: QuaREPE - Documento Orientador e QuaREPE - Tarefas, Actividades, Exercícios e Recursos para a Avaliação.
O QuaREPE, tal como o Quadro europeu comum de referência, é um documento que apresenta uma base comum para a elaboração de programas, definição de linhas de orientação curriculares, construção de materiais pedagógico-didácticos, elaboração de instrumentos de avaliação e certificação.
O público-aprendente, de diversas faixas etárias, é o dos sistemas escolares do ensino não superior que vive em países cuja língua oficial não é o português. A sua proficiência em língua é descrita num sistema de cinco níveis (A1, A2, B1, B2 e C1).
Dada a grande diversidade dos contextos e a heterogeneidade do público, privilegiou-se um conceito de currículo aberto, abrangente e flexível, o que implica também compreender a língua no seu continuum, língua materna – língua estrangeira. A flexibilização permitirá não só uma melhor organização e gestão do processo de ensino-aprendizagem, como a readequação de abordagens e estratégias de acordo com os espaços onde se desenvolve a língua portuguesa.
As competências comunicativas em língua portuguesa são desenvolvidas através da realização de tarefas comunicativas e de actividades adequadas ao público-aprendente, designadamente ao seu nível etário e à sua proficiência em língua.
As orientações para os cinco níveis de proficiência, nomeadamente o desenvolvimento de competências associadas a conteúdos gramaticais, realizações linguísticas, textos e aspectos socioculturais bem como as sugestões de actividades e de tarefas, exercícios e recursos para a avaliação fazem também parte do QuaREPE (QuaREPE - Tarefas, Actividades, Exercícios e Recursos para a Avaliação).
Ver o texto todo aqui.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
“Transformar” Macau em centro de formação de professores chineses de português

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O Instituto Politécnico de Macau quer “transformar” a cidade num centro de formação de professores chineses de português, disse à agência Lusa o professor Choi Wai Hao, diretor da escola de línguas e tradução da instituição.
04-05-2011
Macau, China, 04 mai (Lusa) – “Na China há mais de 20 universidades onde se dão aulas de português como curso de licenciatura e os professores chineses de português são muito jovens, faltam-lhes métodos pedagógicos, métodos didáticos e nesse aspeto vimos que há espaço de operação para fazermos alguma coisa como Macau que é sempre uma ponte de ligação entre Portugal e a China”, afirmou Choi Wai Hao.
O mesmo responsável explicou à Lusa que, para traçar o caminho do novo objetivo, o Instituto Politécnico de Macau convidou a professora Maria José Grosso, da faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, uma “especialista na formação de língua portuguesa e de formação de professores de português”, explicou.
“Queremos que nos ajude a fazer um balanço, apresentar sugestões e propostas de como poderemos converter o nosso curso de português ou converter, em termos genéricos, o Instituto Politécnico ou até mesmo a Região Administrativa Especial de Macau, num centro de formação de professores chineses de língua portuguesa”, sublinhou Choi Wai Hao.
O diretor da escola superior de línguas e tradução acrescentou ainda acreditar que os programas de formação para professores chineses de língua portuguesa “vão reforçar ainda mais o ensino da língua portuguesa na China”.
JCS.
Texto retirado do Observatório da Língua Portuguesa aqui.
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sexta-feira, 1 de abril de 2011
Quadro de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro

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É com muito agrado que partilhamos a notícia de 24 de março de 2011 no site da DGDIC (aqui)
Ensino Português no Estrangeiro 24-03-2011 Língua Portuguesa
Na sequência da publicação da Portaria n.º 914/2009, de 17 de Agosto, divulga-se o documento Quadro de Referência para o Ensino Português Estrangeiro (QuaREPE), constituído por duas partes: QuaREPE-Documento Orientador e QuaREPE-Tarefas, Actividades, Exercícios e Recursos para a Avaliação.
Alguns excertos reveladores da importância deste documento:
O ensino e a aprendizagem das línguas, numa sociedade em transformação, multilingue e multicultural, gerem a heterogeneidade como riqueza, apontando para a construção de uma competência plurilingue e pluricultural. É neste contexto que surge o QuaREPE, documento que apresenta linhas de orientação para elaboração de conteúdos de ensino e aprendizagem numa perspectiva de abertura e flexibilidade suficientemente abrangentes para que a grande diversidade de públicos e de contextos possa ser contemplada. O reconhecimento da variedade linguística e cultural implica compreender a língua no seu continuum, língua materna – língua estrangeira, redescobrindo diversas abordagens e renovados processos de ensino-aprendizagem.
(...)
1.3. Princípios do QuaREPE
Os princípios que orientaram a concepção e o desenvolvimento do QuaREPE são os seguintes:
a) Inclusão e sustentabilidade
O EPE é uma modalidade especial de educação do sistema educativo português. Apesar de a sua acção estar definida nos normativos em vigor, o seu impacto e reconhecimento serão reforçados se forem articulados com outros sistemas educativos.Assim, a sua inclusão (exequível em formatos vários), reconhecida pelas autoridades educativas regionais ou nacionais, nos projectos educativos e nas ofertas curriculares das escolas, nos programas e nas orientações, é decisiva para a sua sustentabilidade.
b) Transparência, abertura, coerência
O seu reconhecimento decorrerá da sua transparência, da sua abertura à colaboração de intervenientes vários e da coerência na aplicação das orientações.
c) Autonomia do ensino e da aprendizagem
Pretende-se legitimar um conjunto variado de práticas a partir de um quadro comum. As orientações deste Quadro estimulam a participação activa do público-aprendente no processo de desenvolvimento das suas competências em português, através do envolvimento da comunidade familiar e social mais próxima, bem como da ligação do espaço formal de ensino e aprendizagem com utilizadores da língua de outros contextos. Também a auto-avaliação e a possibilidade de certificar competências adquiridas podem ser um estímulo importante para alunos, famílias, escolas e professores (de português e de outras áreas curriculares).
1.4. Finalidades
São finalidades do QuaREPE:
• Contribuir para a integração com sucesso do público-alvo do EPE nos sistemas educativos em que estão inseridos, independentemente do seu momento de entrada;
• Desenvolver competências gerais em língua portuguesa;
• Contribuir para a promoção da cidadania democrática;
• Dotar a rede de EPE de um instrumento que permita a todos os seus utilizadores descrever e reflectir sobre a sua prática pedagógica e educativa, apresentar opções e tomar decisões conscientes, coerentes e consequentes;
• Desenvolver a identidade plurilingue e pluricultural dos públicos do EPE, nomeadamente através do intercâmbio e da exploração das tecnologias de informação e comunicação;
• Contribuir para uma mudança de paradigma da prática pedagógica e para um perfil de ensinante mais reflexivo.
Ver todo o DOCUMENTO ORIENTADOR do QuaREPE aqui.
Autores: Maria José Grosso (coord.),António Soares, Fernanda de Sousa, José Pascoal
2011
Ver todo o MANUAL do QuaREPE - TAREFAS, ACTIVIDADES, EXERCÍCIOS E RECURSOS PARA A AVALIAÇÃO aqui.
O Quadro de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro (QuaREPE) que agora se apresenta tem como finalidade dar cumprimento ao estabelecido no ponto 4, do Despacho n.º 21 787/2005 (2.ª série), de 28 de Setembro de 2005, do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Educação, publicado no Diário da República – II Série, n.º 200, de 18 de Outubro de 2005, em que se aprovou o Quadro de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro (QuaREPE) e surge na sequência da publicação da Portaria n.º 914/2009, de 17 de Agosto.
Ver fragmento do Despacho n.º 21787/2005(2ªSérie), de 18 de Outubro de 2005 aqui.
Ver Portaria n.º 914/2009 de 17 de Agosto aqui.
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